
É engraçado como alguns sentimentos nos deixam completamente embasbacadas. Atrapalhadas. Bregas. Cafonas. Caretas. Mocorongas. Bobas. Perdidas nas nuvens, nos dias, nas noites, nos sonhos, na lua cheia, nos pensamentos e nas estradas.
Acho extremamente estranho quando as pessoas me olham assustadas quando digo que estou sozinha, que não tenho nenhum rolo, namorico, tico-tico no fubá ou relacionamento sério em redes sociais. Como se isso fosse a coisa mais anormal do mundo. Eu não posso escolher ser sozinha? Ser sozinho nem sempre é estar sozinho, canalizo minhas carências afetivas nas minhas leituras, nos meus amigos, na minha família, fazendo coisas que gosto e que me fazem bem. Claro, não sou boba, como já disse Caetano ‘é que um carinho, às vezes, cai bem’, concordo com ele, cai mesmo, quem não sente falta de um dengo numa noite fria? Mas não é por isso que vou me desesperar e sair batendo em portas que não abrirão pra mim. Se tem uma coisa que acredito, é que na hora certa as coisas acontecem, sem ansiedade, sem planos. Eu somente escolhi esperar, e estou feliz com isso.
Não seja aquele tipo de pessoa que busca, acha, e depois sai correndo com medo.
Talvez eu até esteja errada, mas que se dane. Se uma pessoa não tem paciência nem pra conquistar minha confiança e afastar meus medos, o que eu posso esperar então? Sou quebra-cabeça de 500 mil peças, quem não tiver capacidade, tenta um jogo mais fácil. Eu supero e agradeço.
Bem no fundo, há coisas que são só minhas. E embora me assustem às vezes, é delas que mais gosto.




